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Hoje é domingo e não iremos trabalhar



Um dos hábitos mais bacanas que eu passei a observar aqui em Curitiba é a chamada “Cultura de Parques”. Nos finais de semana é possível encontrar várias pessoas passando o tempo de forma muito agradável, seja fazendo um churrasco, jogando bola, correndo, ou seja, aproveitando o dia juntos.


Essa é uma dica valiosa para quem tem filhos, aproveitar o dia. Durante a semana, em meio à jornada de trabalho e mesmo os mais pequenos, já inseridos à rotina escolar, esperam o final de semana para aproveitar a companhia e aprender com seus pais. Não precisa ser uma aula sobre o ciclo da vida, mas desfrutar de um período de lazer, de socialização e de saber que naquele momento é especial aproveitarem juntos.


A convivência com os pais, um tempo tão importante e que produz as melhores memórias e os maiores exemplos de conduta que uma criança pode ter, é potencializado nesses momentos. As atitudes dos pais são as mais copiadas e replicadas pelas crianças. Não adianta brigar com a criança porque ela não sabe esperar se você briga porque seu companheiro visualizou e não respondeu à sua mensagem imediatamente. Esperar a vez no parquinho pode ser muito difícil para uma criança que nem sabe que o quer dizer “um minuto”. Ninguém nasce pronto, é na relação que seu crescimento é possível.


O psicanalista inglês John Bowlby reforçou em sua obra sobre a importância dos pais fornecerem uma base segura a partir da qual uma criança, ou mesmo um adolescente, pode explorar o mundo exterior e a eles retornar, certos de que serão bem-vindos, e cuidados física e emocionalmente. Esse sentimento de confiança e segurança da criança em relação a si mesma e, principalmente, em relação àqueles que a rodeiam, é construída desde os primeiros momentos juntos vividos em família.


Nesse sentido, cabe aos pais a transição do mundo familiar para a experiência de socialização da criança. Ao dividir a vez no parquinho, emprestar a bola ou aceitar um pedacinho de fruta, mediado pelos pais, as crianças aprendem a se relacionar ativamente e também a conviver com outras ideias.


Nesses locais públicos, com estruturas que favorecem o exercício da fantasia e do sonhar, uma importante função da infância, usar a imaginação. Ao sair da passividade de expectador de desenhos para ser o protagonista de uma história de aventuras no balanço, a criatividade pode encontrar um local seguro para se desenvolver, afinal não é porque está no parque que tudo fica permitido. Assegurar os limites físicos e regras sociais ajudam a criança a sentir mais segura para poder voar em seus pensamentos.


Depois deste longo texto, a ideia de ir ao parque com o filho pode parecer exaustiva, como se fosse necessário levar um manual do que precisar assegurado naquele momento. Deixo então uma dica, converse com a criança e veja qual a brincadeira que ela quer naquele dia, afinal não adianta querer levar um skate num parque onde não se pode fazer nenhuma manobra. Estar em sintonia com a criança é um desafio diário na vida dos pais, e, estabelecer essa via de comunicação pode ser muito cansativo no início, mas garanto que após um período, o final de semana vai ser mais do que aqueles dias em não se tem aula.


Espero que a dica seja aproveitada e logo eu volto com mais textos sobre os temas do universo das crianças. Até a próxima!


Iara Giraldi (CRP 08/24927)

Psicóloga do Espaço Terapêutico Ânima

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